O gerenciamento inadequado dos resíduos sólidos provoca não só poluição visual, como contribui diretamente com a poluição atmosférica, hídrica e do solo, além de favorecer a disseminação de doenças e resultar em riscos para a qualidade de vida das comunidades, criando, ao mesmo tempo, problemas de saúde pública e se transformando em fato de degradação do meio ambiente. Além dos problemas ambientais e dos altos custos para operação dos processos, há uma grande rejeição da sociedade à deposição do lixo de forma que possa vir a ser prejudicial ao meio ambiente. Somado a isso, o crescimento demográfico, a mudança ou a criação de hábitos, a melhoria do nível de vida, o desenvolvimento industrial e uma série de outros fatores são responsáveis por alterações nas características dos resíduos, contribuindo para agravar o problema de sua destinação final.
Contudo, a preocupação em relação ao meio ambiente está distante das práticas adotadas no Brasil. Dos 79 milhões ton/ano de RSU gerados no país, 40,5% ainda são descartados inadequadamente. Com base nos dados da Abrelpe, projeta-se que, até 2050, o Brasil terá um aumento de quase 50% no montante de RSU. Isso porque é previsto o aumento populacional e do padrão de consumo, que são tendências naturais do comportamento da sociedade.
Os lixões e aterros existentes no país já estão, em sua grande maioria, saturados. E não é só isso. As novas convenções sociais determinam uma consciência maior em relação aos impactos das ações do presente na herança para as próximas gerações. E por isso, as reivindicações de reutilização dos recursos materiais, pedem uma destinação mais eficiente, cujo lixo não seja mais sinônimo de descartável, mas de matéria prima transformável para novos fins.